Empresas: é tempo de despertar!

29 de janeiro de 2018
Empresas: é tempo de despertar!
É verdade que estamos atravessando um momento político e econômico difícil em nosso país, e é exatamente por isso que não podemos ficar parados esperando passar toda essa avalanche de corrupção, de mentiras, de aumento de impostos e tantas outras questões que diariamente os jornais tem nos apresentado da pior maneira possível, mas pelo contrário, é momento de ação, de colocarmos nossa equipe em movimento.  Um movimento que transforma esse clima de negativismo, de medo e de insegurança, um movimento que gera resultados e faz com que nossas empresas busquem explorar o melhor do potencial de seus colaboradores, para que,fortalecidos e unidos dia a dia, superemos esses obstáculos, desenvolvendo novas estratégias de crescimento e construindo o futuro de nossas empresas de forma sólida.  É momento de nossos líderes desempenharem de forma efetiva seu trabalho junto aos colaboradores, motivando, acompanhando, orientando, vivendo uma rotina estratégica com posicionamentos inteligentes frente aos desafios e com ações estimuladoras para nossas equipes,saindo de uma rotina operacional que quase sempre impede o exercício eficaz do nosso papel enquanto líderes.


Se unirmos forças e, cada um dentro da empresa der o seu melhor, será impossível sermos derrotados. Se não abrirmos os olhos, a mente e o coração, aí simpagaremos o duro preço do nosso comodismo, preço este que em muitos casos pode representar até mesmo a ruína da empresa.
Portanto eis a grande questão: Onde estão nossos líderes, nossos gestores? Quem está à frente de nossas empresas? Quem tem cuidado de nossos colaboradores? Onde estão as cabeças pensantes de nossas empresas?  É impossível vencer um momento como este, com um cenário político e econômico completamente desfavorável ao desenvolvimento, sem uma ação forte e inteligente por parte dos nossos gestores, mas é preciso ser na integra um gestor, ser aquele que não se acovarda e amedronta, mas pelocontrário, se sente impulsionado frente ao desafio.


A mudança de mentalidade e atitude deve começar na alta gestão, passar pelos gerentes, coordenadores, supervisores e chegar a cada um dos nossos colaboradores, independente da posição hierárquica que ocupe. Mudança que exige substituiçõesde comportamentos e valores:


Substituir o medo pela coragem que nos leva a enfrentar os desafios do dia a dia;
A covardia pela ousadia que nos empoderae faz com que vençamos nossos limites;
A insegurança pela esperança de dias melhores;
O comodismo pela ação que gera resultados surpreendentes;
A desunião das equipes pela sinergia que gera integração;
A letargia do pensamento pela criatividade;
O cansaço da rotina pelo entusiasmo do novo;
Oserros constantes pelo gosto de treinar e desenvolver as pessoas;
A vaidade do poder pela vibração da estar próximo de todos;


Enfim, substituir atitudes velhas por atitudes novas.


Talvez a maior crise que tenhamos que superar não seja a crise econômica e política, mas sim a crise existencial, que gera seres humanos frágeis e despreparados, não sendo capazes desuperar a si mesmos, consequentemente impossibilitados de impulsionar nossas empresas para qualquer resultado mais significativo do que os atuais.  Comecemos a olhar para a empresa, não mais como uma estrutura que realiza negócios e gera lucro, mas como um organismo vivo, cuja principal essência é a HUMANA, e que,na medida em que esta for reformada e reconstruída, também assim serão nossas empresas. Aristótoles nos dizia que crise é movimento, e o que notamos são empresas paradas enquanto deveriam estar se movendo, movendo-se para o crescimento, para a transformação, para o sucesso.

Juscelino Neves